Saiba o que é a depressão pós-parto e como evitá-la!6 min read

A depressão pós-parto talvez seja muito mais comum do que você imagina. Você sabia que ela afeta mais de 25% das mães no Brasil, segundo a Fundação Oswaldo Cruz?

Talvez você também não saiba se depressão pós-parto tem cura, ou quais são os sintomas da depressão pós-parto, não é mesmo? Confira as informações que separamos sobre o assunto e lute contra esse transtorno.

O que é depressão pós-parto?

Mesmo com todos os desenvolvimentos técnico-científicos atuais, ainda há diversas dúvidas sobre o que é depressão pós-parto. Até algumas décadas atrás, esse transtorno não era tão reconhecido. Desta forma, as mulheres que sofriam com isso precisavam aprender a viver constantemente com esse problema. Como resultado, a depressão pós-parto (ou DPP) curava-se depois de um tempo ou se tornava crônica.

Porém, nos últimos anos houve maior reconhecimento da doença, algo imprescindível para o diagnóstico e tratamento. É preciso entender que não se trata de algo meramente hormonal ou momentâneo, mas um problema que precisa ser prevenido e/ou tratado. Para que isso seja feito, é preciso saber melhor como essa doença atua.

Não podemos deixar de notar que esta doença se apresenta discretamente, o que dificulta sua identificação em seus estágios iniciais. É por este motivo que é muito importante conhecer e prestar atenção aos seus sintomas. Assim, a prevenção e tratamento podem ser eficazes logo no início.

O Baby Blues ou Blues Puerperal

O baby blues, ou blues puerperal, é a melancolia pós-parto que se apresenta já nos primeiros dias após o parto e não dura mais que 6 semanas.

A mulher fica mais sensível que o normal neste período, podendo ofender-se por qualquer coisa, chorar facilmente, irritar-se com facilidade e, sem motivo algum, ficar desanimada. Além disso pode sentir-se frágil e incapaz.

A melancolia pós-parto, como também é conhecida, acontece com cerca de 80% das mães. Ela é um resultado das alterações bruscas dos níveis hormonais depois do parto.

Além da duração, o que diferencia o baby blues da depressão pós-parto é a intensidade. Nesta última a mãe quer evitar o contato com o filho, ficando mais distante da identidade materna.

O blues puerperal, ao contrário, tende a diminuir e desaparece completamente sem necessitar de tratamento.

sintomas da depressão pós-parto

Quais são os sintomas da depressão pós-parto?

Os sintomas são, em geral, muito amplos, o que dificulta o diagnóstico logo no início.

Além disso, a tristeza da DPP relaciona-se a tudo, e não só com a maternidade. A mulher perde o interesse por atividades que antes lhe davam prazer, desde programas de televisão até relações sexuais.

Algumas mulheres apresentam aumento exagerado de apetite, enquanto outras perdem totalmente a fome. Sonolência e falta de energia durante o dia e o desinteresse de voltar à antiga rotina de trabalho são outros sintomas comuns.

Por fim, a ansiedade mais um sintoma recorrente. A mulher pode sofrer ataques de pânico e apresentar comportamentos obsessivos em relação à criança, como agasalhá-la demais ou verificar, a todo instante, se ela está respirando.

Principais sintomas da depressão pós-parto

Como já dissemos anteriormente, a depressão pós-parto é diferentemente da tristeza pós-parto. A DPP se manifesta geralmente entre a quarta e sexta semana após o parto. Os sintomas são sutis, sendo quase imperceptíveis no início, o que a torna um problema latente. Para ter certeza do diagnóstico, é necessário saber quais são os principais sinais da DPP:

  • Desânimo persistente;
  • Sentimentos de culpa;
  • Pensamentos suicidas;
  • Medo excessivo de machucar o bebê;
  • Diminuição ou aumento exagerado do apetite;
  • Diminuição da libido;
  • Ideias obsessivas;
  • Alteração do comportamento.

Levando em conta as informações que foram apresentadas sobre os sintomas, fique ligado e procure ajuda médica caso apresente-os constantemente em até seis semanas após o parto.

Causas

Muitos cientistas e médicos neurologistas estudam suas causas. Embora não haja uma causa específica e certa para esse transtorno, algumas características parecem prevalecer no perfil das mulheres que sofrem com isso. Enquanto algumas se relacionam à própria genética da mulher, outras têm relação com a vivência ou experiências ligadas à sociedade. Veja só algumas prováveis causas da depressão pós-parto:

  • Falta de aceitação ao bebê;
  • Excesso de filhos e poucas formas de sustento;
  • Ser mãe solteira ou apresentar dificuldade de relacionamento;
  • Ter ficado muito tempo sem tocar no bebê após o seu nascimento;
  • Violência doméstica, abuso sexual,
  • Experiências conflituosas na maternidade;
  • Histórico de depressão na família.

A verdade é que a medicina não é uma ciência exata. Ainda é preciso estudar muito sobre as causas da DPP. Para que isso aconteça, é preciso que o tema deixe de ser estigmatizado e passe a ser tratado e estudado como qualquer outro transtorno psicológico.

Causas da depressão pós-parto

Tratamento

 

Depois de diagnosticada, o melhor a fazer é iniciar o tratamento da depressão pós-parto o quanto antes. Esse processo abrange desde sessões de psicoterapia até remédios que ajudam a eliminar os sintomas, auxiliando a mulher a retomar sua vida normal. Contudo, antes de tomar qualquer medicamento, é necessário certificar-se de que isso não irá atrapalhar a amamentação.

Até pouco tempo, muitas pessoas se perguntavam se depressão pós-parto tem cura. Hoje em dia não há mais dúvidas. Os medicamentos procuram ao máximo não atrapalhar a rotina entre mãe e filho. Algumas medidas preventivas podem ser adotadas para tornar o processo mais seguro para o bebê, como desprezar o leite materno algumas horas depois de tomar o medicamento. Porém, essa e outras medidas devem sempre ser pensadas junto ao médico responsável, levando sempre em conta a decisão da própria mulher.

Acima de tudo, o apoio e atenção da família são cruciais ao tratamento. Amigos e familiares devem apoiar a mulher nesse período, pois o carinho, afeto e preocupação podem ajudar a amenizar ou eliminar os sintomas de culpa, tristeza contínua e desinteresse por atividades prazerosas. A compreensão e apoio são tudo nesse momento tão difícil.

Conclusão

O mais importante é ter consciência de que a depressão pós-parto tem cura. Apesar de ser algo delicado, é preciso falar sobre esse transtorno e buscar ajuda. A atenção da família e amigos próximos à mulher que deu à luz recentemente é importante. Portanto, acompanhe o estado emocional e comportamental da mulher nos primeiros meses após o parto e ajude a combater essa doença silenciosa.

O que achou deste artigo? Não deixe de comentar! Escreva suas dúvidas, sugestões e observações e fique ligado em nossos próximos posts.

 

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