A depressão pós-parto (DPP) se apresenta discretamente. É importante prestar atenção aos sintomas da doença para que a prevenção e tratamento sejam eficazes logo no início. Afinal, depressão pós-parto tem cura? Quais são os sintomas da depressão pós-parto? Confira as informações que separamos sobre o assunto e lute contra esse transtorno.

O que é depressão pós-parto?

Mesmo com todos os desenvolvimentos técnico-científicos atuais, ainda há diversas dúvidas sobre o que é depressão pós-parto. Até algumas décadas, esse transtorno não era tão reconhecido e as mulheres que sofriam com isso precisavam aprender a viver constantemente com esse problema. Como resultado, ou a DPP curava-se depois de um tempo ou se tornava crônica.

Porém, nos últimos anos houve maior reconhecimento da doença, algo imprescindível para o diagnóstico e tratamento. É preciso entender que não se trata de algo meramente hormonal ou momentâneo, mas um problema que precisa ser prevenido e/ou tratado. Para que isso seja feito, é preciso saber melhor como essa doença atua.

A depressão pós-parto é um transtorno psicológico que acomete mulheres que deram à luz recentemente. Diferentemente da tristeza pós-parto – que se apresenta passageiramente entre os primeiros dez dias após o parto – a DPP se manifesta, geralmente, entre a quarta e sexta semana após o parto, com sintomas sutis sendo quase imperceptível no início, o que a torna um problema latente. Para ter certeza do diagnóstico, é necessário conhecer seus principais sintomas. Então, conheça-os aqui:

 

Quais são os sintomas de depressão pós-parto?

Os sintomas de depressão pós-parto são, em geral, muito amplos, o que dificulta o diagnóstico logo no início. Nas primeiras consultas pós-parto (até cerca de 10 dias depois), é comum a mulher apresentar sintomas clássicos de tristeza puerperal, também conhecida como baby blues ou blues puerperal. Nesses casos, o desinteresse por certas atividades antes prazerosas e a tristeza constante podem ser atribuídos à variação hormonal e estresse causado por privação de sono.

Agora, se esses sintomas aparecerem em até seis semanas após o parto, a mulher ou familiares e amigos devem chamar atenção do médico para a situação.

sintomas da depressão pós-partoAlém disso, a tristeza da DPP relaciona-se a tudo, e não só com a maternidade. A mulher perde o interesse por atividades que antes lhe davam prazer, desde programas de televisão até relações sexuais.

Algumas mulheres apresentam aumento exagerado de apetite, enquanto outras perdem totalmente a fome. Sonolência e falta de energia durante o dia e o desinteresse de voltar à antiga rotina de trabalho são outros sintomas comuns.

Por fim, a ansiedade é outro sintoma recorrente. A mulher pode sofrer ataques de pânico e apresentar comportamentos obsessivos em relação à criança, como agasalhá-la demais ou verificar, a todo instante, se ela está respirando.

 

Principais sintomas da depressão pós-parto

Levando em conta as informações que apresentamos sobre os sintomas, fique ligado e procure ajuda médica caso apresente constantemente os sintomas abaixo em até seis semanas após o parto.

Estes são os principais sintomas da depressão pós-parto:

  • Desânimo persistente;
  • sentimentos de culpa;
  • pensamentos suicidas;
  • medo excessivo de machucar o bebê;
  • diminuição ou aumento exagerado do apetite;
  • diminuição da libido;
  • ideias obsessivas;
  • alteração do comportamento.

Causas

Muitos cientistas e médicos neurologistas estudam suas causas. Embora não haja uma causa específica e certa para esse transtorno, algumas características parecem prevalecer no perfil das mulheres que sofrem disso. Enquanto algumas se relacionam a própria genética da mulher, outras têm relação com a vivência ou experiências ligadas à sociedade. Veja só algumas prováveis causas da depressão pós-parto:

  • Falta de aceitação ao bebê;
  • excesso de filhos e poucas formas de sustento;
  • ser mãe solteira ou apresentar dificuldade de relacionamento;
  • ter ficado muito tempo sem tocar no bebê após o seu nascimento;
  • violência doméstica, abuso sexual,
  • experiências conflituosas na maternidade;
  • histórico de depressão na família.

A verdade é que a medicina não é uma ciência exata. Ainda é preciso estudar muito sobre as causas da DPP. Para que isso aconteça, é preciso que o tema deixe de ser estigmatizado e passe a ser tratado e estudado como qualquer outro transtorno psicológico.

Tratamento

Causas da depressão pós-partoDepois de diagnosticada, o melhor a fazer é iniciar o tratamento de depressão pós-parto o quanto antes. Esse processo abrange desde sessões de psicoterapia até remédios que ajudam a eliminar os sintomas, auxiliando a mulher a retomar sua vida normal. Contudo, antes de tomar qualquer medicamento, é necessário certificar-se de que não atrapalhará a amamentação.

Até pouco tempo, muitas pessoas se perguntavam se depressão pós-parto tem cura. Hoje em dia não há mais dúvidas. Os medicamentos procuram ao máximo não atrapalhar a rotina entre mãe e filho. Algumas medidas preventivas podem ser adotadas para tornar o processo mais seguro para o bebê, como desprezar o leite materno algumas horas depois de tomar o medicamento. Porém, essa e outras medidas devem ser pensadas junto ao médico responsável, levando sempre em conta a decisão da própria mulher.

Acima de tudo, o apoio e atenção da família são cruciais ao tratamento. Amigos e familiares devem apoiar a mulher nesse tempo, pois o carinho, afeto e preocupação podem ajudar a amenizar ou eliminar os sintomas de culpa, tristeza contínua e desinteresse por atividades prazerosas. A compreensão e apoio são tudo nesse momento tão difícil.

Conclusão

O mais importante é ter consciência de que a DPP tem cura. Apesar de ser algo delicado, é preciso falar sobre esse transtorno e buscar ajuda. A atenção da família e amigos próximos à mulher que deu à luz recentemente é importante. Portanto, acompanhe o estado emocional e comportamental da mulher nos primeiros meses após o parto e ajude a combater essa doença silenciosa.

O que achou de nossas informações? Não deixe de comentar! Escreva suas dúvidas, sugestões e observações e fique ligado em nossos próximos posts.

 

Depressão Pós-Parto: você precisa se informar!
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