10 tipos mais comuns de fobia

Você se sente aterrorizado quando se depara com rastros assustadores? Sente muito medo de cobras ou aranhas? Tem algum medo inexplicável? Saiba que não, você não está sozinho!

Segundo a Associação Americana de Psiquiatria, as fobias são a doença psiquiátrica mais comum entre as mulheres e a segunda mais comum entre os homens.

O Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos sugere que as fobias afetam aproximadamente 10% dos adultos dos EUA a cada ano.

Essas fobias geralmente surgem durante a infância ou adolescência e continuam na idade adulta. Elas ocorrem duas vezes mais em mulheres do que em homens.

Há muitas explicações para o desenvolvimento das fobias, incluindo teorias evolutivas e comportamentais. Mas qualquer que seja a causa, as fobias são condições tratáveis que podem ser minimizadas e até eliminadas com medicamentos e técnicas de terapia cognitiva e comportamental.

Do que temos medo?

As fobias são surpreendentemente comuns, mas do que exatamente temos medo? Existem fobias que tendem a ser mais comuns do que outras?

As fobias a seguir são dez dos objetos ou situações mais comuns que levam a medo e sintomas acentuados, como tontura, náusea e falta de ar. Em alguns casos, esses sintomas evoluem para um ataque de pânico total.

A fobia social (transtorno de ansiedade social) e agorafobia estão em sua própria categoria de transtornos de ansiedade, onde as oito fobias restantes são consideradas “fobias específicas”, relacionadas a um objeto ou situação em particular.

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Essas fobias comuns geralmente envolvem o meio ambiente, animais, medos de injeções e de sangue, além de outras situações.

Aracnofobia

A aracnofobia é o medo de aranhas e outros aracnídeos. Essa fobia é muito comum, afetando até 1 em cada 3 mulheres e 1 em cada 4 homens.

Em muitas pessoas, o medo de aranhas provoca uma “resposta de nojo”. Pessoas com aracnofobia grave têm uma aversão tão extrema às aranhas que podem ter medo de entrar em um porão ou na garagem porque uma aranha pode estar presente. Se encontram uma aranha, podem até sair de casa ao invés de lidar com o inseto.

A visão de uma aranha pode desencadear uma resposta ao medo, mas, em alguns casos, a simples imagem de um aracnídeo ou pensar em uma aranha podem levar a sentimentos de medo e pânico avassaladores.

Mas por que tantas pessoas têm medo de aracnídeos?

Embora exista uma estimativa de que existem 35.000 espécies diferentes de aranhas, apenas cerca de uma dúzia representa qualquer tipo de ameaça real aos seres humanos.

Uma das explicações mais comuns para essa e outras fobias animais semelhantes é que essas criaturas já representaram uma ameaça considerável para nossos ancestrais, que não possuíam o conhecimento médico e as ferramentas tecnológicas para lidar com lesões de animais e insetos. Como resultado, a evolução contribuiu para uma predisposição a temer essas criaturas.

Ofidiofobia

A ofidiofobia é o medo de cobras. Essa fobia é bastante comum e é frequentemente atribuída a causas evolutivas, a experiências pessoais ou a influências culturais.

Algumas pessoas têm uma fobia tão intensa que podem sofrer de ansiedade ou pânico se virem fotos, vídeos ou desenhos realistas de cobras.

Outros sintomas da ofidiofobia incluem explosões emocionais, dificuldade para respirar, sudorese, palpitações cardíacas e náusea.

Alguns sugerem que, como as cobras às vezes são venenosas, nossos ancestrais que evitavam esses perigos tinham maior probabilidade de sobreviver e transmitir seus genes.

Outra teoria sugere que o medo de cobras e animais semelhantes pode surgir de um medo inerente a doenças e contaminação. Estudos demonstraram que esses animais tendem a provocar uma resposta repugnante.

Isso pode explicar o porquê das fobias de serpentes serem tão comuns e o porquê das pessoas não exibirem fobias semelhantes de animais perigosos, como leões ou ursos.

Acrofobia

Acrofobia, ou o medo de altura, afeta mais de 6% das pessoas. Esse medo pode levar a pessoa a ter ataques de ansiedade e a evitar lugares altos. Quem sofre dessa fobia geralmente faz grandes esforços para evitar lugares altos, como pontes, torres ou prédios altos.

A acrofobia pode ser perigosa, como em situações em que a pessoa tem um ataque de pânico em um lugar alto e fica muito agitada, não conseguindo descer com segurança. Alguns acrofóbicos também sofrem com o desejo de se jogar de lugares altos, apesar de não serem suicidas.

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Embora esse medo de altura possa ser o resultado de uma experiência traumática, em alguns casos, atualmente acredita-se que ele possa ter evoluído como uma adaptação a um ambiente no qual uma queda de altura representava um perigo significativo.

Apesar de ser comum que as pessoas tenham algum grau de medo ao se encontrar em grande altitude, uma fobia envolve um medo grave, que pode resultar em ataques de pânico e comportamentos de fuga.

As fobias podem chegar a desencadear uma crise de pânico.

Aerofobia

A aerofobia é o medo de voar de avião. Essa fobia afeta entre 10% e 40% dos adultos norte-americanos, apesar do fato de que acidentes de avião são realmente muito raros. Cerca de 1 em cada 3 pessoas tem algum nível de medo de voar.

Alguns dos sintomas comuns associados a essa fobia incluem tremores, batimentos cardíacos acelerados e sensação de desorientação.

Como voar é uma necessidade para muitas pessoas, principalmente devido às suas profissões, o voo pode se tornar inevitável.

Muitas pessoas sentem ansiedade leve antes dos voos. No entanto, no caso da aerofobia, a ansiedade assume um rumo mais sério. Essas pessoas começam a evitar férias em família ou adiar reuniões de negócios em que seja necessário ir de avião. Isso geralmente pode ter efeitos devastadores na carreira e na vida pessoal.

Muitas vezes essa fobia é tratada com terapia de exposição, na qual o paciente é gradual e progressivamente apresentado ao voo.

O indivíduo pode começar simplesmente imaginando-se em um avião antes de começar a sentar-se em um simulador e, finalmente, sentar-se em uma aeronave.

Cinofobia

A cinofobia, ou o medo de cães, é frequentemente associada a experiências pessoais específicas, como o indivíduo ser mordido por um cão durante a infância. Tais eventos podem ser bastante traumáticos e podem levar a respostas de medo que perduram até a idade adulta.

A experiência negativa não precisa ter afetado diretamente a pessoa. Muitos pais alertam as crianças sobre a aproximação de cães estranhos. A imaginação fértil de uma criança combinada com uma compreensão incompleta ou até errônea do comportamento do cão pode levar a uma fobia total dos cães.

Se um amigo ou parente foi atacado por um cachorro, ou um pai ou mãe teve um medo doentio, o risco de desenvolver cinofobia aumenta.

Essa fobia em particular pode ser bastante comum.

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Ela não é apenas uma apreensão normal de caninos desconhecidos: é um medo irracional e excessivo que pode ter um sério impacto na vida e no funcionamento de uma pessoa.

Por exemplo, uma pessoa com essa fobia pode se sentir incapaz de andar por uma determinada rua porque sabe que há um cachorro morando naquele quarteirão.

Essa prevenção pode afetar a capacidade do indivíduo de funcionar em sua vida diária e levá-lo a ter dificuldades no trabalho, na escola ou em outros eventos fora de casa.

Astrafobia

A astrafobia é o medo de trovões e raios. As pessoas com essa fobia experimentam sentimentos avassaladores de medo quando encontram esses fenômenos relacionados ao clima.

As fobias podem ocorrer em qualquer pessoa, independente da idade.

Os sintomas da astrafobia geralmente são semelhantes aos de outras fobias e incluem tremores, batimentos cardíacos acelerados e aumento da respiração.

Durante uma tempestade com trovões ou relâmpagos, as pessoas com esse distúrbio podem fazer esforços gigantescos para se abrigar ou se esconder dos eventos climáticos, como se esconder na cama sob as cobertas ou até mesmo se esconder dentro de um armário ou do banheiro.

Outro sintoma bastante comum é uma obsessão pelas previsões meteorológicas. A pessoa pode ficar colada ao canal do tempo durante as estações mais chuvosas ou verificando as condições do tempo na internet a toda hora. Podem desenvolver uma incapacidade de realizar atividades fora de casa sem primeiro verificar os boletins meteorológicos.

Em alguns casos, essa fobia pode até levar à agorafobia, na qual as pessoas têm tanto medo de encontrar raios ou trovões que são incapazes de deixar suas casas.

Tripanofobia

A tripanofobia é o medo de injeções ou objetos cortantes, uma condição que às vezes pode levar as pessoas a evitar tratamentos médicos. Como acontece em muitas fobias, esse medo geralmente não é tratado, pois as pessoas apenas evitam o objeto e a situação desencadeantes. Estimativas sugerem que entre 20 e 30% dos adultos são afetados por esse tipo de fobia.

Quando as pessoas com tripanofobia precisam tomar uma injeção, elas podem experimentar sentimentos de pavor extremo e aumento da freqüência cardíaca que antecedem o procedimento.

Algumas pessoas chegam a desmaiar durante a injeção! Como esses sintomas podem ser muito angustiantes, as pessoas com essa fobia às vezes evitam visitar médicos, dentistas e outros profissionais da saúde, mesmo quando possuem algum tipo de doença física ou odontológica que precisa de atenção.

Fobia Social (Transtorno de Ansiedade Social)

A fobia social envolve o medo de situações sociais. Ela pode ser bastante debilitante. Em muitos casos, essa fobia pode se tornar tão grave que as pessoas evitam eventos, locais e pessoas com probabilidade de desencadear um ataque de ansiedade.

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Pessoas com essa fobia temem ser vigiadas ou humilhadas na frente das outras. Mesmo tarefas cotidianas comuns, como comer uma refeição, podem provocar ansiedade.

É perfeitamente normal sentir nervosismo antes de fazer uma apresentação. Mas quem tem ansiedade social começa a se preocupar com isso semanas antes do evento, finge estar doente para evitar a apresentação ou começa a tremer tanto durante a exposição que mal consegue falar.

As fobias sociais geralmente se desenvolvem durante a puberdade e podem durar toda a vida, a menos que sejam tratadas.

A forma mais comum de fobia social é o medo de falar em público. Em alguns casos, as fobias sociais podem fazer com que as pessoas evitem situações sociais, incluindo escola e trabalho, o que pode ter um grande impacto no bem-estar e na capacidade de funcionar do indivíduo.

Para saber mais sobre a fobia social, leia o artigo sobre esse assunto neste blog, clicando aqui.

Agorafobia

A agorafobia envolve o medo de ficar sozinho em alguma situação ou lugar onde a fuga possa ser difícil. Esse tipo de fobia pode incluir o medo de áreas lotadas, espaços abertos ou situações que possam desencadear um ataque de pânico. As pessoas começarão a evitar esses eventos desencadeantes, às vezes a ponto de deixar completamente de sair de casa.

A maioria das pessoas desenvolve agorafobia depois de ter tido um ou mais ataques de pânico. Esses ataques levam-nas a temer novos ataques, então elas tentam evitar situações similares àquelas em que o ataque ocorreu.

A agorafobia geralmente se desenvolve em algum momento entre o final da adolescência e os 30 anos de idade. Dois terços das pessoas com agorafobia são mulheres.

O distúrbio geralmente começa como um ataque de pânico espontâneo e inesperado, o que leva à ansiedade pela possibilidade de outro ataque.

Misofobia

A misofobia é o medo excessivo de germes e sujeira. Ela pode levar as pessoas a se envolver em limpeza extrema, lavagem compulsiva das mãos e até evitar coisas ou situações consideradas sujas.

A lavagem frequente das mãos é também um sintoma comum do TOC. No entanto, a motivação para a lavagem das mãos é diferente. Pessoas com TOC são compelidas a aliviar a angústia que sentem como resultado da não realização do ato em si. Já pessoas com misofobia são compelidas a concluir o ato especificamente para remover germes. A diferença é sutil e muitas pessoas sofrem de ambas as condições, por isso é importante consultar um profissional de saúde mental para um diagnóstico adequado.

Essa fobia também pode resultar no comportamento de evitar o contato físico com outras pessoas por medo de contaminação, no uso excessivo de desinfetantes e em preocupação excessiva com relatos da mídia sobre surtos de doenças.

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As pessoas com essa fobia também costumam evitar áreas onde os germes têm maior probabilidade de estar presentes, como consultórios médicos, aviões, escolas e farmácias.

Considerações a respeito das fobias

As fobias são um dos tipos mais comuns de distúrbios psiquiátricos e podem criar uma perturbação significativa no funcionamento e no bem-estar de uma pessoa.

Felizmente, estão disponíveis tratamentos seguros e eficazes, que podem incluir psicoterapia , medicação ou uma combinação de ambos.

O tratamento apropriado depende de uma variedade de fatores, incluindo os sintomas e a gravidade da fobia. Por isso, é sempre melhor consultar seu médico ou terapeuta para desenvolver um plano de tratamento que funcione melhor para a sua situação específica.

Fontes

Atenção!

O conteúdo deste site tem caráter meramente informativo e não substitui uma consulta a um profissional da saúde.

Procure sempre um médico ou psicólogo.

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