Eletroconvulsoterapia: entenda mais sobre esse procedimento6 min read

Também chamada de ECT, a eletroconvulsoterapia é um tipo de tratamento muito eficaz para diversas patologias. Recentemente, a depressão foi incluída como uma dessas patologias que podem ser tratadas através da ECT. Por isso, a técnica terapêutica tem sido tão comentada nos últimos tempos, deixando de lado aquela velha impressão dos tratamentos de eletrochoques.
Se você ainda tem dúvidas sobre a técnica de eletroconvulsoterapia, acompanhe este post até o final para descobrir todos os detalhes desse tratamento. Aqui você descobrirá quais são as indicações, contraindicações, finalidades do tratamento e efeitos colaterais causados pela ECT. Confira todas essas dicas a seguir incluindo quanto custa cada sessão de ECT:

O que é ECT?

O tratamento de eletroconvulsoterapia é o que muita gente chama de eletrochoque. Embora esse termo passe uma associação ruim ao tratamento, é importante destacar que as técnicas mais modernas descartam os efeitos negativos causados antigamente.

A nova aplicação da técnica é muito eficaz no controle e na cura de diversas doenças, como é o caso da depressão. Além disso, a técnica de eletroconvulsoterapia é bastante segura para os pacientes, o que significa que não há problemas ou complicações graves após a realização da ECT.

A maioria das indicações para esse tipo de tratamento ocorrem quando os estímulos realizados por medicamentos não são o suficiente. Há ainda indicações para pessoas que apresentam muitos efeitos colaterais com o tratamento de medicamentos, como é o caso da maioria das enfermidades psiquiátricas. Nesse caso, o tratamento de ECT é mais eficiente e dispensa o uso de vários remédios.

A eletroconvulsoterapia é feita com a utilização de disparos rítmicos que atuam diretamente no cérebro. Esses disparos são feitos de forma autolimitada para atingir de forma moderada a região que precisa ser tratada. Durante esse processo, os neurotransmissores responsáveis pelo equilíbrio do corpo são estimulados, sendo eles: serotonina, dopamina, noradrenalina, glutamato, entre outros. Quando estimulados, esses neurotransmissores desempenham a manutenção da saúde do indivíduo, promovendo o bem-estar em todos os sentidos.

Para que haja um controle maior da ECT, o tratamento é realizado juntamente com um exame de eletroencefalografia. Esse exame ajuda a monitorar a estimulação realizada no cérebro através da eletroconvulsoterapia. Os disparos são emitidos em apenas alguns segundos, sendo que todo o tratamento é dividido ao longo de sessões.

Em média, o tratamento ocorre em três vezes na semana até que o paciente apresente sinais de recuperação. Considerando essas aplicações, é possível estimar um período de tratamento de seis a 12 sessões. Contudo, não dá para dizer ao certo quantas sessões são necessárias, pois cada paciente apresenta um tempo de melhora diferente.

Como é uma sessão de ECT?

A eletroconvulsoterapia é uma técnica muito mais moderna que o antigo eletrochoque. Antigamente, a técnica era aplicada sem medicações específicas ou com o devido preparo de profissionais e pacientes. Sendo assim, o paciente não conseguia relaxar a musculatura, e por muitas vezes, fraturava várias regiões do corpo.

Já a técnica atual, é feita através de sedativos e anestesia geral com efeito rápido. Toda essa preparação serve para que o paciente fique mais relaxado durante a sessão. Dessa forma, não há rigidez muscular e nem mesmo fraturas desse tipo. Ao longo da sessão, a eletroencefalografia faz o acompanhamento dos disparos elétricos no cérebro para controlar a terapia.

Em média, a sessão pode durar de 5 a 10 minutos. Durante esse período, são disparados vários impulsos elétricos que duram apenas alguns segundos. Quando isso acontece, o paciente não sente nada. O tratamento é totalmente indolor e livre de qualquer desconforto. Sendo assim, ele pode ir para casa assim que o procedimento termina.

Quem pode fazer a Eletroconvulsoterapia?

O tratamento de ECT é indicado para diversos distúrbios emocionais e vários problemas do tipo psiquiátrico. Como maior exemplo de indicação estão os quadros depressivos e seus vários subtipos, sendo eles: depressão bipolar, unipolar, refratária e catatônica. Doenças como transtorno de personalidade e outras enfermidades do tipo orgânica também podem ser tratadas com a ECT. Confira a seguir as principais indicações ao tratamento:

  • Pacientes com desnutrição motivada por problema emocional;
  • Pacientes com sintomas catatônicos, psicóticos graves e risco de suicídio;
  • Pacientes com psicoses que não respondem a antipsicóticos;
  • Esquizofrênicos;
  • Epiléticos com a condição refratária ou ainda com problemas mentais;
  • Pacientes com a doença de Parkinson;
  • Pacientes com manias e síndrome neuroléptica maligna;
  • Pacientes com risco de tratamento por medicação, como os idosos, lactantes e gestantes.
  • Contraindicações e efeitos colaterais

Embora a técnica seja bastante segura e tenha ótimos resultados, é necessário ficar atento a algumas contraindicações para evitar possíveis efeitos colaterais. Nesse caso, as contraindicações são para pacientes que apresentem acidente vascular cerebral, lesões intracerebrais, feocromocitoma, doença pulmonar obstrutiva grave e infarto agudo do miocárdio.

Já os efeitos colaterais são mínimos se comparados aos problemas desencadeados com o uso de muitos dos medicamentos utilizados para tratamentos psiquiátricos. Mas é importante que você saiba que a sessão de ECT pode desencadear cefaleia, náusea, desorientação, perda temporária da memória e até mesmo dores musculares. No entanto, todos esses sintomas tendem a desaparecer em pouco tempo.

Quanto custa cada sessão de ECT?

Quando o tratamento de eletroconvulsoterapia se mostrou eficiente no tratamento de depressão, a média de preço da sessão chegou até R$ 1.000. A boa notícia é que esse preço reduziu significativamente ao longo do tempo. Atualmente, cada sessão custa em média R$ 300. Ainda assim, o preço da terapia não é acessível a qualquer pessoa, ainda mais se considerarmos a quantidade de sessões necessárias para cada tratamento. Fonte: https://www.quantocusta.org/

Em alguns lugares do país é possível encontrar esse tratamento de forma gratuita. Nesse caso, é importante consultar os hospitais mais próximos e procurar pela terapia. Por ser uma técnica muito eficiente, há vários hospitais que disponibilizam o tratamento através do SUS (Sistema Único de Saúde).

Além disso, os planos de saúde também cobrem o procedimento. Nesse caso, é importante que você consulte corretamente quais são os procedimentos que o seu convênio médico cobre. Caso o período de carência tenha terminado e o convênio tenha cobertura para o ECT, realize o procedimento em uma clínica privada.

 

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