O que é a síndrome do pânico

Provavelmente a maioria das pessoas já ouviu falar da síndrome do pânico. Ela é um dos transtornos de ansiedade mais comuns. Mas o que você sabe sobre isso? Sabe a diferença do transtorno do pânico e do ataque de pânico?

Este artigo foi escrito para você que quer saber um pouco mais sobre esta doença. É importante que você entenda como funciona e o que realmente é a síndrome do pânico, seja por sofrer deste transtorno, seja por conhecer alguém que sofre.

E lembre-se: compartilhar artigos como este pode ajudar outras pessoas com as mesmas dúvidas. Ajude a divulgar estas informações!

O Ataque de pânico

Antes de entender o que é a síndrome do pânico você precisa saber o que é um ataque de pânico.

Nós temos um mecanismo de proteção que nos ajuda em situações ameaçadoras. Quando você está em perigo, a reação natural do seu corpo é iniciar rapidamente uma resposta de luta ou fuga.

Esta resposta do cérebro ocorre imediatamente quando sentimos o perigo. Ela ativa muitas áreas do cérebro que são projetadas para proteger-nos desse perigo, preparando-nos para “lutar” contra ele ou escapar (isto é, “fugir”).

Como parte dessa resposta, o cérebro desencadeia a liberação de adrenalina e outros hormônios por todo o corpo, para que você possa reagir à ameaça.

Esse mecanismo de proteção é chamado de resposta de luta ou de fuga. Ele nos ajuda a sobreviver. Suas respostas emocionais e físicas durante a luta ou fuga podem ser descritas como pânico.

O que é um ataque de pânico

Às vezes, o pânico pode ocorrer do nada, quando você não está em perigo. Não em uma situação real de perigo! Estes episódios são chamados de ataque de pânico.

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Um ataque de pânico é uma súbita onda de ansiedade e medo que pode acontecer com qualquer um, a qualquer momento, durante uma atividade normal como ir ao trabalho, ir ao mercado, assistir à TV, andar de elevador ou dirigir um carro. Eles podem ocorrer até quando uma pessoa está dormindo!

Após o início, a maioria dos ataques de pânico tem seu pico depois de 10 a 20 minutos, mas o episódio pode durar até uma hora ou mais. Algumas pessoas podem sofrer um ataque de pânico em algum momento de suas vidas. Porém este ataque pode ser uma ocorrência única na vida.

Um ataque de pânico pode ser resultado do estresse de uma mudança em sua vida, como a perda de um ente querido, de um trabalho ou mudança em um relacionamento, ter um bebê, etc.

Sintomas do ataque de pânico

Alguém que está sofrendo um ataque de pânico pode acreditar que está tendo um ataque cardíaco e acabar procurando um serviço de emergência médica, porque os sintomas são bem parecidos.

A pessoa pode ter dor no peito, falta de ar e taquicardia. Isso ocorre porque, ao enfrentar situações estressantes, o corpo libera adrenalina para alimentar o impulso de “lutar ou fugir”.

Isso faz com que ocorram várias mudanças no corpo, como acelerar a respiração e aumentar a frequência cardíaca para absorver mais oxigênio. Desta forma o corpo pode converter mais açúcar em energia para enfrentar ou escapar do perigo.

Os sentidos também se tornam mais aguçados, os músculos podem ficar tensos e rígidos, a digestão diminui e a transpiração aumenta.

Além destes, pode-se sentir outros sintomas:

  • Náuseas
  • Sentir-se fora de controle
  • Sensação de estar com a garganta fechando
  • Sentindo-se desconectado da realidade
  • Medo de perigo iminente ou de morrer
  • Sensações de formigamento
  • Sudorese excessiva
  • Sensação de asfixia
  • Ondas de calor
  • Calafrios
  • Hiperventilação
  • Tremores
  • Desmaio
  • Tontura
  • Dificuldade para respirar, falta de ar e sufocamento

O transtorno de pânico

O transtorno do pânico é caracterizado por ataques de pânico recorrentes. Nestes ataques uma pessoa sente extrema ansiedade física que pode durar vários minutos.

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O transtorno do pânico se desenvolve tipicamente no final da adolescência ou início da idade adulta, mas nem todos os que experimentam ataques de pânico desenvolvem o transtorno do pânico. Muitas pessoas têm apenas um ataque e nunca mais têm outro.

O transtorno pode se desenvolver quando uma pessoa que teve um ataque começa a temer ter outro (ansiedade antecipatória). Esses ataques podem ter efeitos duradouros e podem interferir no trabalho, nas obrigações familiares e nas situações sociais.

Pessoas com transtorno do pânico podem associar seus ataques de pânico a situações, objetos ou locais onde ocorreram seus ataques anteriores. Isso pode levá-los a ter ansiedade sobre atividades normais, como fazer compras ou dirigir.

Causas

O desenvolvimento de ataques de pânico e do transtorno do pânico pode estar ligado a muitos fatores. A personalidade é um deles. Aqueles que tem mais tendência a sofrer de ansiedade e que são mais dados a acreditar que a ansiedade é prejudicial, são os mais propensos a sofrer ataques de pânico.

É comum também que alguns meses antes de um ataque de pânico ocorram alguns fatores estressantes e interpessoais, como morte na família ou eventos adversos na vida. Isto pode ser um fator desencadeador.

Pesquisadores realizaram estudos em animais e humanos para identificar as partes específicas do cérebro que estão envolvidas na ansiedade e no medo. Como o medo evoluiu para lidar com o perigo e como desencadeou uma resposta protetora imediata, sem pensamento consciente.

Acredita-se que essa resposta ao medo seja coordenada pela amígdala, uma estrutura no interior do cérebro. Embora relativamente pequena, a amígdala é bastante complexa, e estudos recentes sugerem que os transtornos de ansiedade podem estar associados à atividade anormal dentro dela.

Como saber se tenho transtorno de pânico

Você precisa saber que a síndrome do pânico (popularmente falando) e outros transtornos mentais só podem ser diagnosticados por um médico ou psicólogo que tenha passado algum tempo com o paciente e que tenha realizado uma avaliação adequada da saúde mental.

Os diagnósticos são complicados, pois há muitas nuances. Por favor, não tente diagnosticar alguém com base nos sintomas que você lê em revistas ou na internet. Se você estiver preocupado, fale com um profissional de saúde treinado.

Isso é importante pois há muitos transtornos com sintomas parecidos. Além disso, cada pessoa reage de uma forma a determinado tratamento, então é preciso acompanhamento profissional sempre.

Tratamento para a síndrome do pânico

O transtorno do pânico é tratado com medicamentos e terapia. O tratamento adequado, sempre indicado por um profissional, pode ajudar a diminuir ou prevenir ataques de pânico, reduzir os sintomas ou os medos relacionados a ter um ataque. Recaídas podem ocorrer, mas podem ser tratadas de forma eficaz.

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O tratamento precoce da síndrome do pânico é muito importante, pois pode prevenir outros problemas relacionados a ela. Esses problemas incluem a depressão , o transtornos de ansiedade e abuso de substâncias.

Vídeo sobre a síndrome do Pânico

Encontramos um bom vídeo de uma entrevista a um médico que explica um pouco sobre a síndrome do pânico. Certamente vai ajudar a esclarecer mais sobre este assunto. Assista!

Conclusão

Se você acha que está tendo ataques de pânico, é importante conversar com um médico ou psicólogo o quanto antes. Este tipo de ansiedade é tratável e gerenciável, você só tem que dar o primeiro passo para encontrar ajuda.

Cuidado com testes online para saber se você tem transtorno do pânico. Além de não serem precisos, podem levá-lo a acreditar que tem um problema quando na verdade tem outro. Você precisa tratar o transtorno correto e só um profissional da saúde poderá ajudá-lo!

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