Mau humor crônico? Saiba o que é distimia5 min read

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Você já ouviu falar em distimia? Sabe aquela pessoa com um mau humor crônico? Vamos explicar melhor neste artigo o que é este transtorno de humor que não é tão comentado como a depressão, por exemplo.

Muitas vezes a distimia é confundida com a personalidade do indivíduo, o que faz com que ele não busque ajuda. Há quem diga que determinada pessoa é assim mesmo, que é o “jeito” dela. No entanto pode ser que este alguém tenha distimia.

Primeiramente, você precisa saber que a distimia tinha vários outros nomes no passado: neurose depressiva, depressão neurótica, transtorno de personalidade depressiva e depressão de ansiedade persistente.

Para entender melhor o que é distimia, leia o artigo até o fim. E não esqueça que buscar ajuda profissional é sempre o melhor a fazer!

O que é a distimia?

A palavra distimia tem raízes gregas que significam “mau humor”. Durante muitos séculos o termo era usado para falar de quem era mal-humorado, que tinha personalidade “forte” ou era irritadiço. Atualmente é usada como nome de um subtipo da depressão.

Falando de uma forma simplificada, a distimia é um transtorno de humor, ou um transtorno afetivo. É uma depressão leve e crônica que dura por um longo período de tempo.

Foto de uma mulher com cara de mal-humorada, simbolizando o significado original da palavra distimia.
Originalmente a palavra distimia referia-se a pessoas mal-humoradas, irritadiças.

Quem sofre do distúrbio distímico tem menos sintomas mentais e físicos que uma pessoa com transtorno depressivo maior (depressão).

A doença geralmente se manifesta no início da idade adulta e pode durar anos ou até décadas! O início tardio normalmente é associado ao luto ou ao estresse. Em geral ela acompanha os saltos de um episódio depressivo mais extremo.

As mulheres são duas vezes mais propensas a sofrer de distimia que os homens. Uma proporção semelhante à observada com a depressão maior.

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Outro dado relevante: aproximadamente 1 em cada 4 pessoas com distimia desenvolve este transtorno na meia-idade. Neste caso ela é conhecida como distimia de início tardio. Os sintomas geralmente acompanham um episódio depressivo específico, relacionado a algum choque ou perda que a pessoa tenha sofrido.

Causas

Da mesma forma que acontece em diversos outros transtornos de humor, a causa exata da distimia não é conhecida. Acredita-se que seja uma combinação de diversos fatores que desempenham um papel no seu desenvolvimento.

A hereditariedade (a genética) pode desempenhar um papel importante. Assim, as pessoas que possuem membros da família que têm depressão ou distimia são mais propensas a sofrer deste transtorno, principalmente quando a distimia começa cedo (da adolescência até os 20 e poucos anos).

Alterações nos neurotransmissores (mensageiros químicos) no cérebro também podem desencadeá-la. O estresse crônico, uma doença, o isolamento social e pensamentos e percepções sobre o mundo podem influenciar o desenvolvimento desta doença. Outras condições de saúde mental (por exemplo, transtorno de personalidade borderline) também podem aumentar o risco de desenvolvimento deste transtorno.

Sintomas da Distimia

Vários sinais podem indicar que uma pessoa está sofrendo de distimia. Entre eles, estão os seguintes sintomas:

  • mau humor
  • baixa autoestima
  • humor deprimido por períodos prolongados
  • falta de energia, cansaço
  • irregularidades do sono
  • mudanças no apetite
  • baixa capacidade de concentração
  • desesperança

A gravidade desses sintomas varia e depende de cada indivíduo.

É importante ressaltar que algumas pessoas ainda conseguem gerenciar as atividades básicas da vida, mas outras tem um sofrimento tão grande que dificulta o trabalho, o estudo ou situações de interação social.

Foto de um homem segurando um círculo amarelo com o desenho de uma cara mal-humorada, dando a entender que mau humor crônico pode ser sinal de distimia.
Uma pessoa com distimia pode apresentar um mau humor contínuo.

Fazendo o diagnóstico

Um médico irá diagnosticar uma pessoa com distimia quando ela tem um humor cronicamente deprimido durante a maioria dos dias, por pelo menos 2 anos.

Outra coisa que deve ser observada é se, durante esses 2 anos, não houve episódios depressivos maiores. No entanto, um surto de depressão grave no passado que tenha sido resolvido não deve ser levado em consideração.

Um médico também vai querer confirmar se os sintomas não são decorrentes do uso de substâncias nem devido a outras condições médicas ou mentais, como problemas de tireoide, anemia ou ansiedade.

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Reconhecer e diagnosticar a distimia nem sempre é simples. As pessoas com a doença podem não considerar-se deprimidas. Muitas vezes visitam o médico com queixas físicas, e não psicológicas. Profissionais de saúde mental nem sempre são consultados até que sintomas mais evidentes sejam notados.

O grande perigo disso é que, quando a distimia não é diagnosticada, há o risco dela levar ao abuso de substâncias ou mesmo ao suicídio.

Tratamento e Prevenção

A distimia é tratada com uma abordagem semelhante à utilizada para o tratamento da depressão: medicação e psicoterapia. O tratamento mais eficaz é uma combinação de estratégias.

Medicamentos antidepressivos, como os inibidores seletivos da recaptação da serotonina, podem ser usados ​​no tratamento da distimia.

Abordagens psicoterapêuticas de curto prazo para tratar a distimia são bastante eficazes no tratamento dos sintomas da depressão. Psicoterapias eficazes incluem psicoterapia comportamental cognitiva, psicoterapia interpessoal e apoio de pares.

  • A terapia cognitivo-comportamental (TCC) ajuda as pessoas a entender como seus pensamentos afetam os sentimentos e como os sentimentos afetam o comportamento.
  • A terapia interpessoal (TI) envolve o foco em problemas com os relacionamentos de uma pessoa com os outros.
  • Terapia de grupo também pode ser usada para ajudar a controlar a distimia.

Conclusão

Como a maioria dos transtornos mentais, a distimia também carrega vários estigmas e é cercada de mitos. Um desses mitos diz que a distimia não é tratável. Porém ela é tratável sim e muitas pessoas se recuperam com o tratamento.

Sempre que você acreditar estar sofrendo de um transtorno do humor, deve imediatamente procurar um médico ou psicólogo. Somente eles poderão auxiliar. Não fique mais sofrendo, busque ajuda!

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ATENÇÃO

As informações contidas neste artigo não se destinam a substituir o tratamento com um profissional da saúde qualificado (médico ou psicólogo). As informações devem ser usadas apenas como referência e não servem como aconselhamento médico. Se você está lutando contra algum tipo de transtorno do humor, recomendamos que procure um terapeuta experiente. A combinação de boa informação e terapia fornece a forma mais eficaz de tratamento.

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