Benefícios da Jardinagem Para a Saúde Mental: A Cura Pela Natureza

Num primeiro momento é comum as pessoas duvidarem de que a jardinagem possa mesmo nos ajudar a manter a saúde mental. Você talvez esteja um pouco reticente quanto a isso, não é mesmo?

Os benefícios da jardinagem para a saúde mental tendem a ser subestimados, mas sim, eles estão definitivamente presentes.

Quem já trabalhou com jardinagem sabe, instintivamente, que passar um tempo mexendo na terra e cuidando das plantas pode ter um efeito edificante!

Somente nos últimos anos os médicos e profissionais de saúde mental começaram a se aprofundar nos estudos sobre o potencial de cura da jardinagem.

À medida que estudos são realizados, uma luz é lançada sobre um método subutilizado de assistência à saúde mental, tão próximo quanto o seu próprio quintal.

Neste artigo você vai ver algumas das maneiras pelas quais a jardinagem ajudou pessoas com vários tipos de distúrbios mentais e cognitivos.

Leia e entenda como é que a jardinagem pode ajudar a melhorar a sua saúde e, consequentemente, a sua vida!

A Jardinagem ajudando com a Depressão e a Ansiedade

Depressão e ansiedade são flagelos do mundo moderno. Estatisticamente falando, há sempre problemas crescentes com ambos na vida moderna, o que está se tornando um grande problema.

A depressão e a ansiedade são problemas de saúde debilitantes, que podem prejudicar a qualidade de vida dos pacientes e dificultar enormemente suas carreiras, relacionamentos e estilos de vida. Em casos graves, eles podem levar à morte por suicídio ou abnegação e trazem consigo uma série de problemas de saúde associados.

A jardinagem é uma ótima opção para aliviar a ansiedade e a depressão;

A boa notícia, no entanto, é que a jardinagem parece ter um efeito positivo sobre essas doenças. A ciência tem encontrado muitas evidências que apoiam essa teoria. Cercar-se da natureza geralmente tem um efeito positivo, como mostra este estudo de 2013 (em inglês).

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O elemento físico da jardinagem melhora sua saúde física (que por sua vez melhora a saúde mental) e libera endorfinas que melhoram o humor. O exercício é uma recomendação comum para combater a depressão. Aí também entra a jardinagem, que pode ser um substituto de uma ida à academia.

O simples ato de passar um tempo fora, em espaços verdes, incentiva o cérebro a liberar serotonina, um produto químico responsável por regular nosso humor.

Também foi demonstrado que a exposição à luz solar, além de aumentar a produção de vitamina D ajuda a lidar com a depressão sazonal.

Cultivar plantas é uma excelente forma de extravasar, sem mencionar a gratificante sensação de prazer e conquista quando elas florescem. Tudo isso combinado traz uma potente força contra a depressão e a ansiedade!

Transtornos de déficit de atenção – redução de sintomas

Este é uma situação onde a jardinagem faz bem para os seus filhos, mais do que para a sua própria saúde. Porém, ter filhos felizes e bem é algo que traz paz e bem estar para qualquer mãe ou pai!

Os transtornos de déficit de atenção são uma questão séria. Esses distúrbios podem ter um efeito sério na educação e na infância das crianças afetadas, colocando-as em séria desvantagem, tanto no ambiente de aprendizado quanto no social.

Jardinagem pode ajudar a diminuir as dificuldades do TDAH
e outros distúrbios da atenção.

No entanto, estudos revelaram que crianças com TDAH que passam um tempo regular em espaços verdes sofrem rapidamente uma redução acentuada de seus sintomas. Embora alguns casos ainda precisem de medicação suplementar, qualquer melhoria é um grande avanço.

Portanto, se você tem um amplo jardim ou um terraço onde pode criar um pequeno canteiro, preenchê-lo com plantas pode dar a você crianças mais saudáveis, mais felizes e mais alertas.

Tudo o que você precisa fazer é afastá-los do telefone, do videogame ou computador e levá-los para fora. Uma vez lá, entregue-lhes algumas sementes e deixe os benefícios de saúde mental da jardinagem trabalharem sua mágica!

Se você mora em um apartamento, use a criatividade! Encontre um cantinho onde possa colocar alguns vasos e faça uma pequena horta!

Distúrbios da alimentação e a jardinagem

Aqueles que sofrem de distúrbios alimentares podem muito bem se beneficiar das qualidades antidepressivas da jardinagem, mencionadas acima.

Mas, além disso, quando as pessoas com distúrbios alimentares são incentivadas a cultivar sua própria comida, outro elemento curativo é adicionado.

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Na vida moderna, a proliferação de alimentos industrializados e a falta de esforço para obtê-los nos levou a, subconscientemente, vê-los como uma espécie de recurso descartável.

Em vez de considerá-lo importante, nós o vemos como algo sem valor e desconectado de nossas vidas, algo que podemos usar ou descartar quando quisermos.

Cultivar sua própria comida pode ajudá-lo a comer de maneira mais saudável. 

Essa atitude implica na crescente prevalência de distúrbios alimentares , principalmente quando combinada com problemas de imagem corporal. Os distúrbios alimentares têm a maior taxa de mortalidade de todas as doenças mentais e podem ser muito difíceis de serem superados com eficácia.

A hortoterapia tem se mostrado imensamente útil para muitos portadores de transtornos alimentares. Além de ajudá-los a se reconectar de uma forma tranquila, eles também criam um relacionamento saudável e benéfico com a comida.

Vídeo sobre a hortoterapia, implantada em uma cidade brasileira.

Cultivar sua própria comida traz uma compreensão aprimorada de sua importância e do seu papel em nossas vidas. Isso pode ser profundamente curador para quem está acostumado a ver os alimentos com base em seus efeitos na aparência externa.

Infertilidade: a jardinagem também pode ajudar!

A infertilidade afeta um em cada dez casais, tornando-a uma séria fonte de estresse para pessoas de todo o mundo. A infertilidade pode sobrecarregar o relacionamento e causar sofrimento para os dois parceiros.

Há momentos em que os casais optam por procurar tratamento médico para problemas de infertilidade, mas existem estratégias naturais que podem ser tentadas primeiro. Para a surpresa de muitos, a jardinagem é uma delas.

A redução do estresse proporcionada pela jardinagem pode ajudar com problemas de infertilidade.

Existem aspectos da jardinagem que podem ajudar casais inférteis enquanto tentam conceber. O estresse é frequentemente um componente da infertilidade e os efeitos positivos da jardinagem na redução dele foram bem documentados.

Também foi descoberto que as pessoas que trabalham em seu jardim têm maior probabilidade de comer os alimentos que plantam. Frutas e vegetais fazem parte de uma dieta saudável e completa e, para as mulheres que sofrem da síndrome dos ovários policísticos (SOP), uma condição que torna a gravidez um desafio, a dieta pode ser um fator importante para lidar com essa doença.

Comer alimentos saudáveis ​​é um conselho que os médicos dão aos pacientes que desejam engravidar e a jardinagem pode incentivar essa tendência.

Doenças Crônicas: prevenção e redução dos sintomas

São consideradas doenças crônicas as que duram mais de três meses, tendo sintomas e efeitos colaterais regulares. Pesquisadores estão alarmados com o aumento dessas doenças em todo o mundo, prevendo que a ocorrência delas continue a aumentar no futuro.

Você já deve imaginar o que é que pode ajudar na diminuição dos sintomas que atormentam as pessoas com doenças crônicas, não é mesmo? Exatamente, a jardinagem!

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Exercício físico sempre é a primeira coisa que se fala para manter a saúde ou ajudar com as doenças. A jardinagem é uma forma de atividade física de baixo impacto, que aumenta a frequência cardíaca e permite o movimento sem grande esforço.

Além disso, como já foi comentado, normalmente quem cultiva também come o que plantou e, com o tempo, tende a procurar uma alimentação mais saudável. Isso evita o consumo de produtos químicos presentes em muitos produtos industrializados.

Como as doenças crônicas nos trazem estresse tanto mental como também físico, precisamos de algo que ajude nas duas coisas. Aí entra a jardinagem, pois ela ajuda em ambas as situações.

A jardinagem pode ajudar os pacientes na prevenção da depressão e ansiedade, além de diminuir os níveis de dor. O alívio que esta prática traz faz dela uma ótima opção para quem sofre com um problema deste tipo.

A Jardinagem e o Luto

O luto pode ser uma emoção forte o suficiente a ponto de ameaçar prejudicar a vida de alguém. Não importa o motivo: um diagnóstico médico terrível, o fim de um relacionamento ou a perda de uma pessoa querida; esse tipo de dor atinge todas as pessoas em algum ponto de suas vidas.

Algumas pessoas tentam fugir do sofrimento através de comportamentos prejudiciais, como beber, usar drogas ou mesmo comer compulsivamente. Porém, há um modo muito melhor e simples de lidar com o luto: a jardinagem.

Não importa se você vai fazer um jardim na parte externa da casa, se vai plantar vasos dentro do seu apartamento ou se vai construir um jardim zen. O certo é que se dedicar às plantas vai ajudar a refletir e dar forças para seguir em frente depois de sofrer uma perda.

O contato com a natureza vai fazer você trabalhar muito melhor as suas emoções, tendo menos dificuldade para enfrentar esse momento de pesar em sua vida.

Considerações

Cuidar de um jardim pode fazer com que sinta-se responsável por algo. Mentalmente você sabe que precisa regar as plantas, protegê-las contra insetos e ervas daninhas. Além disso, você terá algo pelo que esperar, algo que você vai ver como resultado do seu esforço.

A jardinagem tem diversos benefícios para a saúde, estes são apenas alguns deles. Talvez você ainda duvide, mas… Por que não tentar? Não há nada a perder, só a ganhar!

Não tem espaço? Que tal começar com terrários para suculentas? Depois pode plantar alguns temperos ou ervas em vasos. Use sua criatividade e comece agora mesmo!

E você? Já praticou a jardinagem como forma de auxílio para a manutenção da saúde mental? Em caso afirmativo, conte-nos como foi a sua experiência! Compartilhe a sua história nos comentários, no final da página!

Atenção!

O conteúdo deste site tem caráter meramente informativo e não substitui uma consulta a um profissional da saúde.

Procure sempre um médico ou psicólogo.

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